Bola Quadrada

Blog de futebol, histórias e acontecimentos que marcaram o futebol desde os primórdios tempos, os primeiros pontapés na bola quadrada, até ao táctico futebol actual de bola quadrada e fé em Deus. Um Blog para quem realmente gosta de futebol, por isso fala-se de todos os clubes e essêncialmente do Sport Lisboa e Benfica. Sim, porque quem gosta realmente de futebol é do Sport Lisboa e Benfica

Friday, October 06, 2006

Os 23 eleitos: Os avançados


Ui, de mal a pior. São tantos meu Deus. Escolho, Vítor Baptista, Néné, Filipovic e Isaías.

Vítor Baptista seria hoje um jogador pago a peso de ouro, e como ele até tinha uma constituição robusta, muito dinheiro ganharia o Benfica, ou o Vitória, de onde surgiu para a ribalta. Fantástico jogador tinha tanto de bom jogador com de maluco. Foi um caso de alguém que não sabe lidar com a fama. Alto, forte, vigoroso nas bolas divididas, de boa técnica, tinha tudo para ser um avançado de eleição, pois cabeceava e rematava muito bem. Era completo, o mais da sua geração. Como dizia ele “Eusébio, Néné e eu somos os maiores.” Mas a droga destruiu o jogador e pior que isso, o homem.

Tamagnini Néné, foi o parceiro ideal para Vítor Baptista. Bem, valha a verdade, ele era o parceiro ideal para qualquer outro avançado. Completamente diferente de Baptista, fugia do choque como do diabo da cruz, mas marcava golos com a naturalidade de quem bebe água. Originariamente um velocíssimo extremo direito foi mais tarde reconvertido, fruto da necessidade a ponta de lança, com mais eficácia. Impressionaste a forma como fugia ás desmarcações ou como parecia completamente alheado do jogo e de repete aparecia a facturar. Alto, elegante, jogava com os 2 pés e rematava em jeito, fantásticas desmarcações e excelente jogo aéreo eram a imagem de marca de Néné. Bem como os seus calções que diziam, nunca se sujarem. Diziam.

Zoran Filipovic quando chegou ao Benfica encontrava-se no ocaso da sua carreira. Fernando Martins lá o descobriu meio perdido na Bélgica, e já na casa dos 30 chegou ao Benfica este antigo internacional jugoslavo. Depois de uma 1ª época marcada por lesões, eis que com Erickson reaparece o fantástico matador dos anos 70. Em duas épocas, especialmente em 82/83, é dado a conhecer ao futebol português o protótipo do grande jogador da escola juguslava. Alto, elegante, repentista, calcador emérito, ambidextro, felino e intuitivo, Filipinas leva o Benfica com os sus golos à final da UEFA em 83. Curiosamente Erickson resolve por essa altura inventar e tira titularidade a Filipovic, com custos irreversíveis. Nesse mesmo ano conseguiu regressar, muitos anos depois, à selecção jugoslava, embora fortuitamente. Pena ter vindo tão tarde e ter durado tão pouco.

Isaías é o último da lista e sinceramente nem sabia onde o colocar. Como dizia Toni nem ele sabia onde era verdadeiramente a sua posição. Não era ponta de lança, não era extremo, não era camisa 10, não era média ala. Uma coisa ele sabia muito bem: chutar à baliza. Fosse de que posição fosse. Fosse com que pé fosse. Por falar nisso, alguém sabe qual era o seu melhor pé? Nem dele devia saber. Chegou a Portugal num “autocarro” de brasileiros de qualidade duvidosa para o Rio Ave e logo deu nas vistas. No Boavista fez sucesso e foi com naturalidade que atingiu o patamar mais elevado no Benfica. Corria com o peito para fora como o Carlos Lopes e nem olhava para a bola. Não pedia licença para chutar o que irritava muita gente. Num jogo com o Beira-mar chutou 12 vezes à baliza sem sucesso mas à 13 empatou o jogo. Depois de Eusébio e Yaúca, foi o maior “atirador” do Benfica. No final foi mais uma vítima do poeta treinador, rei Artur.

E pronto, fica apresentada a lista dos 23 mais depois da geração imortal dos anos 60. um ensaio destes é bem difícil de fazer quando tem-se de deixar tanta gente de fora. Esperemos que daqui a alguns anos ao fazer novo trabalho não tenha de repetir os mesmo 23 jogadores.

10 Comments:

Anonymous Anonymous said...

Não se pode fazer umas clonagens?

8:16 AM  
Blogger Bakero said...

Não tinha a técnica do Rui Costa, não tinha a velocidade do Paneira, não tinha a mística do Veloso, não tinha a garra do Schwarz, não tinha o killer-instict do Rui Águas. Mas o meu jogador preferido sempre foi o Isaías!

O meu agradecimento a ele: http://www.youtube.com/watch?v=lWsI1OGZRNc

12:02 PM  
Blogger T-Rex said...

Só hoje aqui vim parar, mas... GOSTEI! MUITO!

Passem por Vedeta ou Marreta?.

Um abraço.

11:41 AM  
Anonymous Anonymous said...

O "Vedeta ou Marreta?" tá engraçado.

1:51 AM  
Anonymous SirRIk said...

Permite-me que te diga que a tua escolha foi impecável, talvez te faltasse ai o Preud'Homme ;)

2:47 AM  
Anonymous Anonymous said...

SirRIk said...
Permite-me que te diga que a tua escolha foi impecável, talvez te faltasse ai o Preud'Homme ;)

2:47 AM

ele está lá

10:12 AM  
Anonymous Anonymous said...

Nené + Filipovic eram uma dupla imbatível, quem os viu jogar jamais esquecerá.

7:04 AM  
Anonymous Anonymous said...

Então e o Eusébio ?

1:34 AM  
Blogger ClearedForTakeOff said...

O Isaias era um excelente jogador e muito bom futebol jofou ainda em Campomaior.

Contra o FCP(com filipovic a orientar o slb) também marcou uma vez ao 1oº remate e o Robson até entrou no relvado.

8:06 AM  
Anonymous Freire said...

Néné e Filipovic, a dupla da melhor equipa do SLB de que me lembro.
Isaias um portento.

6:28 AM  

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