Bola Quadrada

Blog de futebol, histórias e acontecimentos que marcaram o futebol desde os primórdios tempos, os primeiros pontapés na bola quadrada, até ao táctico futebol actual de bola quadrada e fé em Deus. Um Blog para quem realmente gosta de futebol, por isso fala-se de todos os clubes e essêncialmente do Sport Lisboa e Benfica. Sim, porque quem gosta realmente de futebol é do Sport Lisboa e Benfica

Thursday, March 01, 2007

Até sempre Campeão


Manuel Galrinho Bento (Golegã, 25 de Junho de 1948, Barreiro - 1 de Março de 2007) considerado como um dos melhores, senão o melhor de sempre do futebol português.. Bento defendeu a baliza do SL Benfica desde 1976-77 a 1985-86.

Wednesday, February 28, 2007

Plantel

Não concordo nada com essa teoria do bom plantel ou do melhor plantel.

E depois não dá para comparar os planteis pois estes são feitos à medida das tácticas a aplicar pelo técnico. Ora é natural comparar o do Benfica com o do SCP, mas muito difícil de fazer com o FCP, porque jogam em sistemas muitos diversos.

Se eu quisesse um catenácio à antiga, tipo 3 centrais, 1 libero e 2 laterais seria natural ter no plantel 8 defesas centrais e 4 laterais. Agora um plantel só com 3 centrais e 3 laterais por exemplo não seria muito plausível. Independentemente da melhor ou menor qualidade dos gredes nesse sector não temos problemas.No centro da defesa até à saída do Ricardo Rocha idem.

Na ala esquerda tudo bem, o Léo faz vai o vai e vem, muito bem, é um jogador experiente, sabe também pausar o jogo e tem um bom apoio no meio campo, agora o Karagounis, antes o Nuno Assis. Mais a “ajudinha” do Simão quando descai para a esquerda e é ver a quantidade e qualidade de jogo que dali sai. Faltando o Léo penso que o caxineiro Miguelito pode suprir a ausência.No lado contrário não é assim. Apenas Nelson tem capacidade técnica e pulmões para fazer o vai e vem.

O problema é que ele fá-lo todo sozinho, pois o katsouranis não tem as características do seu patrício da esquerda. Não tem a capacidade de romper em drible nem de jogar à linha. Quem tem de fazer todo o trabalho é Nelson. Ora este não prima pela inteligência e de quando em vez, traído pela ânsia e cansaço é cada calafrio dos diabos. O Alcides era solução? Neste sistema nunca. Ele não tem a mínima qualidade técnica para esta posição. Faz-me lembrar no seu estilo tractor, o soviético Demianeko, mas só que o vermelho tinha qualidade técnica. Alcides funcionava bem no sistema do Koeman, com o apoio do estremo. Agora sozinho numa ala inteira, pois sim. E lá foi à vida, naturalmente. Por isso FSantos tentou o Marco Ferreira a lateral direito. Para mim seria um caso a rever, mas isso do posicionamento defensivo não é para todos. Ai o Miguel.Ao meio na organização de jogo um dilema diabólico. Fazer jogar o Rui Costa pois claro. E Simão? Ele é extremo e até tem feito uns jogos razoáveis a 10. Tira-lo de lá e colocá-lo a ponta de lança. Não me parece. O interior esquerdo no lugar do Karagounis. Nem é extremo, nem é armador de jogo. Então, banco com o Rui Costa. Tábem.Na frente o sistema está feito para o Miccoli e…Derlei, já que não engraçou com o Kikin. Têm versatilidade suficiente para jogar ás alas e ao meio, coisa que Nuno Gomes já não faz.

O pessoal tem pedido um verdadeiro ponta de lança, alto e pesadão. Também eu. Mas não para este sistema. O sistema condiciona tudo, arruinando com as possibilidades de jogo para alguns.Neste sistema para que servem o Marco Ferreira, Paulo Jorge e Manú. Jogarem 1 ou 2 minutos para disfarçar.Eu sou dos que protestam com o pouco tempo dado aos jogadores de banco. Mas valha a verdade, na 2ª feira pensei se fosse o homem o que faria: e só me ocorreu, a entrada do Derlei. Neste aspecto, e à luz do seu sistema, até compreendo o FSantos. Quem meter em campo. Os extremos atrás referidos? A anedota Beto. O miúdo Coimbra? Bah, no fundo isto está como no tempo do Trap. Jogam aqueles até arrebentarem pois os outros é só farinha.O plantel é isto. No seu sistema comparem as opções do fcp.

Tuesday, February 20, 2007

O complexo Varzim

Resumo:
Jogos: 23
Vitórias: 7
Empates: 12
Derrotas: 4
Golos Marcados: 28
Golos Sofridos: 17

Eis o historial do Varzim – Benfica.

É fácil perceber que jogar na Póvoa de Varzim nunca foi fácil. Mais difícil se tornou a partir de meados dos anos 80, quando deixamos de ganhar na terra destes valorosos pescadores. Para jogar em terras poveiras sempre foi necessário um pouco mais que superioridade técnica. Sempre foram jogos em que o espírito de luta era fundamental, pois só o valor teórico dos fantásticos jogadores do Benfica de outros tempos, não chegava.
A década de 80 marca o fim das grandes equipas do Benfica e os resultados acompanham esse desiderato. Grandes equipas assentes no valor técnico mas também no espírito de luta. Os chamados jogadores à Benfica. Lembro-me de um jogo, após um célebre embate em Roma, casa de Falcão, no qual o Varzim se adiantou cedo no marcador por intermédio do conhecido Washington, tendo o Benfica de correr atrás do prejuízo até conseguir um empate. Do mal, o menos. Mas o que mais me chamou a atenção nesse jogo foi o capitão Humberto Coelho a incentivar com os punhos o “luvas pretas” João Alves que em vez de se levantar e correr tentava protestar uma falta com o árbitro. Nesse Benfica de Ericksson não havia espaço para prima donas nem gente delicadinha. É essa a maior diferença entre o outro Benfica e este que envergonha semana sim semana não toda uma nação encarnada. Nessa diferença surge a explicação para muito do que mal tem acontecido ao historial do clube nos últimos 15 anos.

O sistema táctico
A prova “provada” da falácia deste sistema, com o pomposo nome de 442 losango, deu-se na Póvoa de Varzim. Bastou um astuto técnico, que à custa do seu Benfiquismo, ter observado a equipa uma série de vezes para perceber que não é preciso muito para parar a amostra de máquina encarnada.
Com um sistema que depende fundamentalmente dos defesas alas, bastou Diamantino ter colocado os 2 avançados a fechar as alas para bloquear toda a movimentação encarnada. Com os médios interiores muito lentos e sem capacidade para fazer as diagonais ás alas, o jogo encarnado afunila por completo, como se viu com os romenos e com os poveiros. Com um excelente Simão sem perceber bem o que fazer, com um Rui Costa sem o ritmo de tempos atrás, pouco sobra para o Benfica tentar por a máquina em movimento. A juntar a isso um Nuno Gomes completamente deslocado do futebol actual, no qual o avançado tem de ter uma mobilidade absoluta e uma capacidade de tiro que faça a diferença. Disse um dia Ivic, de Fernando Gomes, sentenciando-o…”Gomes está finito”. Não tenho qualquer problema em qualificar Nuno Gomes da mesma forma.
Fruto de uma politica desportiva de navegação à vista pouco mais há a fazer esta época do que resistir. Mas esta resistência tem de vir do esforço, garra e luta. Infelizmente neste plantel pouca gente é capaz de transmitir esses valores encarnados. Com uma direcção prisioneira dos seus próprios equívocos, um treinador delicado e mole, uma massa adepta confusa e cansada quem poderá dar o grito de revolta?
É tempo de regressar ao passado e buscar nele os valores e espírito encarnado para que a vergonha da Póvoa de Varzim não se repita. Isto antes que seja tarde de mais. Resta saber se já não é.

Thursday, January 18, 2007

Será que vai ser assim?

O desenho da nova camisola cor-de-rosa será semelhante à que o Liverpool estreou no último fim-de-semana, isto é, com uma banda lateral que, no equipamento das águias será cinzenta. O corpo principal será dominado pelo rosa, tal como os reds apresentam hoje o branco.

in, Record.


Tuesday, January 16, 2007

Um jogo para ver por três perspectivas

Uma pela visão do benfiquista, outra pela visão da briosa e outra pela visão independente.
Quem teve esta última dirá que foi um jogo excitante, principalmente na 1ª parte, com imensas oportunidades de golo, com comando alternado das incidências, um jogo, direi à inglesa, na qual o factor fortuna poderia desequilibrar a balança para qualquer dos lados.
Quem for academista dirá que nunca a sua Académica fabricou tantas oportunidades de golo, e teve tantos momentos de superioridade de jogo contra um grande, como ontem, parecendo um regresso ao passado da grande Académica, lamentando a falta de sorte nos momentos decisivos.
A visão benfiquista difere um pouco. Não recusando a verdade dos argumentos dos 2 primeiros dirá também que mercê de algum brilhantismo nas acções ofensivas, fruto de uma circulação de bola muito segura, em certos momentos, poderia e deveria a equipa com uma melhor definição no último passe, ter acabado com o jogo bem cedo.
Foi deveras um jogo estranho, entre equipas tão opostas em todos os sentidos. No plano táctico ao habitual 442 losango, das primeiras partes, do Benfica de Fernando Santos, e já explico porquê, opôs a Académica, com um 352. Queria desta forma Manuel Machado com o trio central anular os duo avançado do Benfica, com os 4 médios evitar a superioridade do meio campo encarnado e com os três na frente evitar as descidas fundamentais para o seu jogo, dos defesas laterais Léo e Nelson. O golo madrugador de Ricardo Rocha estragou completamente a ideia inicial, obrigando a saída de um dos centrais passando a académica a jogar ao convencional 433.
Continuou o jogo num ritmo frenético, com alternâncias constantes do comando do jogo, em que cada ataque era respondido com o contra ataque, cada oportunidade de golo era respondida com outra oportunidade, sendo a acção dos dois Gredes fundamental para evitar mudanças nos marcadores. À maior qualidade de jogo encarnado, respondia a briosa com muito empenho e força, com os alas encarnadas, nomeadamente Nelson a ser massacrado vezes sem conta por demolidores ataques dos laterais e alas estudantes. Foi com um grande uff encarnado que terminou a 1ª parte.
Na segunda Fernando Santos fez o que tem sido costume nos últimos tempos. Impele a equipa a jogar num 433. Simão tomba para esquerda natural, e Miccoli é encostado à direita, não tão natural. E não tão natural que logo a seguir é rendido pelo extremo Manú. A equipa perde fulgor na zona central atacante mas ganha mais peso e consistência nas alas. Acaba-se o festim para os alas estudantes. E também com isso acaba-se o jogo louco da 1ª parte. Finalmente o Benfica parecia ter tomado conta do jogo em absoluto, mas eis que no final deste, Fernando Santos tira um cansado Katsouranis, e lança rui Costa com o intuito de segurar o jogo e lançar o último passe que termine de vez com o jogo. Com a bola na sua posse, o Benfica fá-la circular bem, o pior era conquistá-la. Sem o grego, Petit começou a ver-se à nora, e a académica num último assomo, deu a sensação de causar estragos. Tudo terminou quando Karagounis e Léo mostraram num só lance, um misto do que faz uma grande equipa: classe e experiência. Com o golo encarnado tudo terminou, graças a Deus.
Destaques: Quim com algumas defesas fundamentais entrecortadas com algumas muito estranhas. Nelson com um recital de bons lances e disparates estúpidos, culminando no lance em que tem tudo para defenir um passe para golo e resolve “inventar”. Os centrais estiveram bem, bem com Léo, o melhor lateral do Benfica desde a reforma de Veloso.
O meio campo lutou muito mas foi muitas vezes ultrapassado pela força da briosa e na frente, desta vez gostei muito do jogo do Nuno Gomes.
Uma coisa é certa, qualquer das visões dirá que foi um bom jogo apesar de tudo valendo o sacrifício dos milhares que foram a Coimbra ver um jogo à segunda-feira à noite.Agora vamos a Belém comer pasteis de boa qualidade.

Tuesday, January 09, 2007

Pérolas e Porcos

"O que temos de fazer é criar o número de eventos suficientes para que a relva se estrague, gerando receitas para que seja substituída."
Armando Santos, director-geral da Sporting Património e Marketing

"Quando o azar bate no poste

Azar. Tanto, num jogo só, parece no mínimo estranho, chega para desconfiar. Ou para, no limiar do desespero, apelar a uma pequena e inofensiva intervenção divina. Mas dos céus, para além da chuva, chegou apenas o esvoaçar irritante de uma pomba, que se banqueteou no relvado ao longo de toda a segunda parte, indiferente à persistência portista e à atlética estratégia de transformar o jogo num prolongado bocejo. Aos deuses, que se borrifaram para as mais elementares questões de justiça, nem se pedia, exactamente, ajuda. Rogava-se apenas que não voltassem a mexer na baliza, que não atravessassem o poste na frente da bola quando o guarda-redes adversário já fora reduzido à mera condição de espectador.

O último lance resume e repete o encontro numa fracção de segundo e numa espécie de pleonasmo maldito, especialmente vocacionado para a ironia. Os 90 minutos já se tinham esgotado e os cinco adicionais, de compensação, estavam muito perto do fim. E ali estavam, separados por quase duas dezenas de metros, Ricardo Quaresma, eleito o melhor jogador da Liga nos meses de Novembro e Dezembro, e Marco, guarda-redes do Atlético, praticamente anónimo. De permeio, repousava a bola. Quaresma correu, espreitou por uma última vez as redes e Marco voou para o lado errado. Com o estádio de pé, a bola bateu estrondosamente… No poste, claro. O mesmo que já havia negado o golo a João Paulo.

Poucos segundos depois, da mesma forma como Marco evitara o golo, no papel de figurante, de observador impotente, o Atlético fazia sensação, afastando da prova o detentor do troféu, sem saber exactamente como o conseguira e após um invejável contributo de mais de uma hora dos mais gritantes exemplos de anti-jogo, gerados por um golo acidental, como num reflexo condicionado. Deixava o Dragão premiado por tudo quanto não fizera.

Ao apito final, num cenário inimaginável, os remates de Bruno Moraes ou Lisandro, o desespero de Marco, que ficara pelo caminho, incapaz de defender as redes, ou o cabeceamento de João Paulo ao poste não passavam de meras recordações, que, só por si, sustentavam um outro desfecho. O árbitro apontou para os balneários e Quaresma seguiu a indicação num pranto inconsolável."

Site oficial F. C. Porto

Saturday, December 23, 2006

Benfica - Belenenses

Não me lembrava de uma goleada deste calibre em jogos ao vivo, desde um Varzim - Benfica dos finais dos anos 70, com um golo do saudoso Reinaldo deitado no relvado, pois geralmente os jogos ao vivo que assisto não têm cariz de goleada. Isto de viver na província tem destas coisas.

Vitória expressiva e sem contestação e no entanto uma sensação terrível de desencanto. Se tivesse estado na Lua uma temporadas e tivesse visto esta equipa pela 1ª vez, faria de imediato uma conclusão: - a equipa não tem a mínima categoria exigível a uma equipa da dimensão do Benfica. Como é Natal vou acreditar que tudo não passou de uma fantasia da época.

A movimentação ou não da equipa deixou-me parvo. Saídas para o contra ataque ou recuperações defensivas feitas com a equipa partida, uns vão outros fazem de conta. Lembro-me de um contra ataque de belém, no qual eu e o e gritava num vã alerta para o campo, quando via pasteis a surgirem em grande velocidade...perdão devagar...mas surgiam aos magotes e a nossa defesa entregue a si, obrigando o Luisão a fazer uma falta preciosa, evitando o pior. Ridícula a forma como os jogadores se colocam no campo, com tudo ao meio e sem alas. Sem alas? Bem, Simão lá caía para a esquerda de fininho, de forma que Fernando Santos não desse por nada e por lá ficava até ser descoberto. Mas pronto, Fernando Santos, como gosta de FM, como tal, deve gostar de ler os adeptos dizerem que é um “mago da bola”, alterando sistematicamente de sistema, fazendo em pleno jogo. Então ele faz isto: mete o losango na 1ª parte e depois quando o Simão faz o atrás descrito, mete o 4-3-3 e pronto, ficam os defensores dos 2 sistemas bem felizes. E até marcou 2 golos das duas formas. Que maravilha. Alguém me explica porque o Nelson nas reposições de bola pelo Quim estava uns passos adiantados à linha defensiva, metido ao meio e quase junto do katsouranis?

Não há nada como ver um jogo in loco para nos apercebermos de muita coisa que pela TV, não é possível observar.

Quanto aos jogadores: Quim esteve excelente a desviar as bolas com os olhos. Va-lá, na 2ª parte agarrou montes de bolas ao invés de socar. Milagre. Os laterais pareceram-me bem cansados, com destaque para os disparates do Nelson. Quando fez 2 seguidos dez de conta que se lesionara. E dizem que os jovens não são maduros. Muito bem os centrais. Gostei.No meio campo apesar de estar de rastos, bem visível até aquela distância, Katsouranis esteve bem. Nuno Assis, à portuguesa antiga não esteve mal, e não gostei nada do karagounis. Trapalhão, pesadão e lento como um caracol. Na frente desta vez não desgostei do Nuno Gomes, esteve muito bem na assistência ao Fonseca. Este gostei pouco, trapalhão, na ânsia de fazer tudo, rápido e bem. Simão também jogou pouco mas pronto, é natal. Os suplentes acrescentaram pouco ao jogo.

E pronto, o Benfica teve a sua prendinha no sapato, uma vitória gorda em exibição do Biafra. De positivo a eficácia do remate, os 2 últimos golos que foram excelentes, dando uma imagem de eficácia e talento, que não se exprimiu em 90% do jogo.

Paguem-me para ir ao estádio e pode ser que hajam mais milagres.

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